A história a seguir, citada pelo teólogo Leonardo Boff em um de seus artigos, é de um indígena Cherokee norte-americano.
Um homem sussurrou: Deus, fale comigo.
E um rouxinol começou a cantar
Mas o homem não ouviu.
Então o homem repetiu:
Deus, fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus
Mas o homem foi incapaz de ouvir.
O Homem olhou em volta e disse:
Deus, deixe-me vê-lo
E uma estrela brilhou no céu
Mas o homem não a notou.
O homem começou a gritar:
Deus, mostre-me um milagre
E uma criança nasceu
Mas o homem não sentiu o pulsar da vida.
Então o homem começou a chorar e a se desesperar:
Deus toque-me e deixe-me sentir
que você está aqui comigo…
E uma borboleta pousou suavemente
Em seu ombro
O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido
Continuou o seu caminho triste, sozinho e com medo.
(JB Ecológico, junho de 2002, p. 46).
(Texto extraído do site da Agência de Informação Frei Tito para a América Latina, http://www.adital.org.br)
Deus, é claro, não tem nacionalidade. O jornalista Gilberto Dimenstein discorda da ideia de que o Todo-Poderoso seja nacional, mas reconhece que , em certos aspectos, podemos considerar o Brasil um país abençoado.
Leia o que diz ele:
Privilegiados com tantas riquezas naturais, crescemos ouvindo que Deus era brasileiro. Mas são tantas e tão profundas nossas mazelas e chagas, incompatíveis com o nível de desenvolvimento econômico, que dificilmente deveríamos considerar a brasilidade divina - somos, afinal, uma nação de desprotegidos.
Quando assistimos ao tumulto gerado por Bin Laden, a ponta mais visível e doentia dessa mescla explosiva de radicalismo político e fanatismo religioso, vemos, porém, que, sob certo aspecto, o Brasil é abençoado.
Somos vítimas cotidianas da estupidez da miséria, mas, por enquanto, estamos livres da estupidez dos conflitos regionais, religiosos e raciais, ingredientes que estão por trás do temor de que os ataques ao Afeganistão detonem nova onda de atentados terroristas e agucem crises internas em países árabes.
Não temos conflitos de fronteiras com um único país. Sabendo quanta custa e quanta energia demandam conflitos desse gênero - basta ver os bilhões gastos por nações pobres como Índia ou Paquistão, por exemplo -, podemos dizer que, apesar de tudo, somos abençoados.
(Gilberto Dimenstein. "Deus não é brasileiro, mas somos abençoados".
Extraído de: Folha online, 9 out. 2001. http://www1.uol.com.br)
Veja um trecho do filme "Deus é brasileiro", 2002, direção de Carlos Diegues. Columbia TriStar Pictures.
Cansado dos erros cometidos pela humanidade e decepcionado com sua criação tão cheia de defeitos, Deus resolve tirar férias. Para isso, precisa encontrar um santo que se ocupe de suas obrigações. Resolve procurá-lo no Brasil, país religioso, mas que nunca teve um santo seu, reconhecido oficialmente.
Uma discussão muito atual diz respeito à verdade na mídia, isto é, nos meios de comunicação. As emissoras de tevê, os jornais, as revistas e as rádios estão nas mãos de grandes empresas de comunicação, que têm seus interesses econômicos e políticos e veiculam as notícias de acordo com esses interesses. A verdade jornalística fica, desse modo, sujeita à manipulação da informação. Pesquisadores da comunicação indicam que hoje há uma unanimidade das posições da mídia: todos os órgãos falam a mesma coisa, da mesma forma. Não há visões diferentes para que o leitor ou espectador forme uma opinião própria. Alguns fatos são omitidos, outros são contados pela metade, outros, ainda são exagerados. Como reação a essa crise da mídia, vêm sendo criados, no mundo todo, sobretudo na internet, centros de mídia independente. Pretende-se com isso dar possibilidade ao público de conhecer o que se passa por trás da notícia, o que não aparece nos jornais de grande circulação e no noticiário da televisão.
No mundo inteiro as pessoas sonham com a felicidade. Própria de todo ser humano, a felicidade se expresssa nas tradições religiosas, nas culturas e na vida cotidiana das pessoas.Você sabia que o desejo de felicidade do ser humano só se realiza em um âmbito comunitário de participação, solidariedade e amor? Você já observou como as pessoas cantam e escrevem sobre seus sonhos de felicidade?
Construímos nosso sonho!
Felicidade é a constante procura
de um momento à sombra de uma árvore.
É o abraço amigo de quem confia de verdade.
São passos seguros, plenos de amor e reciprocidade.
É o conhecimento e o discernimento das palavras e atitudes.
É a responsabilidade de quem é muito querido e procurado.
É o sol nascendo, é a noite presente.
É a chuva fina no calor dos sentidos.
É a grande claridade da experiência, na ciência da realidade,
buscando resposta de felicidade...
Quando ele está presente a qualquer momento,
no nascimento, na vida, no amor,
felicidade... é Deus e nada mais!
Buonfiglio, Marianne Brunini. Chuvas de Verão, São Paulo, Paulinas, 1996. p. 80.
Você acha que felicidade existe mesmo? A vida não poderia ser bem melhor, menos injusta ou mais fácil? Você sente vergonha de ser feliz? Mas e a vida o que é?!?
Vamos ouvir o que Gonzaguinha tem a nos dizer na sua canção "O que é, o que é"
O que será que as pessoas entendem por felicidade e de que modo a procuram?
Desejamos algo mais
A felicidade é a palavra que sintetiza os sonhos das pessoas. Mas ninguém se considera completamente feliz.
Você já parou para pensar por que motivo às vezes você fica com uma sensação de vazio e um desejo de algo mais, de algo maior?
O Buda sorridente expressa a felicidade que vem da harmonia interior.
O "algo mais" está a nosso alcance
As tradições religiosas têm palavras que nos revelam como encontrar na vida o "algo mais" que nos faz felizes todos os dias e nos dá coragem de enfrentar e superar dificuldades e de deixar de pensar só em nós mesmos, para amar a quem convive conosco:
Axé, para as tradições religiosas africanas, é alegria, vida e bênção dos orixás.
Shalom, para a tradição religiosa judaica, é paz e bênção de Javé ou Jeová.
Hare Krishna, para os seguidores da crença indiana em Krishna, é uma saudação de comunhão com o transcendente e harmonia interior.
MashaAllah, para os muçulmanos, é uma saudação de gratidão a Allah pela bênção da vida.
Curiosidade: Você sabia que...
John Wesley pertencia a uma família
pastoral, que vivia em Epworth, numa região afastada de Londres. Em seu
lar absorveu a seiva de um cristianismo genuíno. Ao entrar para a universidade, John Wesley não se deixou influenciar
pelo ceticismo cínico e nem pela libertinagem. Como reação a isso
formou. junto com outros poucos jovens, o chamado "CLUBE SANTO". Os
adeptos dessa sociedade tinham a obrigação de dar um testemunho fiel da
sua fé cristã, conforme as regras da Igreja Anglicana. Eram rígidos e regulares em suas expressões religiosas, no exercício de
ordem espiritual e no auxílio aos pobres, aos doentes e aos presos. Por
causa dessa regularidade, os demais companheiros da universidade
zombavam e ridicularizavam os membros do "CLUBE SANTO" dando-lhes o
apelido de "METODISTAS".Para John Wesley, que era clérico da Igreja
Anglicana, esse novo sentir não era como a conversão de um infiel a
Cristo. Era um aprofundar na compreensão do que significa ser cristão.O movimento metodista, por muitas décadas não se organizou em igreja. Na
Inglaterra o movimento organizou-se em igreja somente pouco depois da
morte de John Wesley em 22 de março de 1791. Sendo assim, o fundador do
movimento metodista morreu Anglicano, sem nunca ter pertencido à Igreja
Metodista.
Conhecemos pelo menos dois livros sagrados que são a Torá do Judaísmo e a Bíblia do Cristianismo que disponho logo abaixo. A seguir veremos mais três livros sagrados.
A Torah:
A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.
A Bíblia:
Uma das mais antigas obras literárias da humanidade, a Bíblia é o também o mais disseminado livro de todos os tempos, pelo menos metade da humanidade já teve a oportunidade de examinar uma, já foi traduzida em praticamente todas as línguas e está disponível em quase todos os cantos do mundo.
O Alcorão:
Livro fundador da religião islâmica, o Alcorão ou Corão teria sido composto a partir das revelações de Deus a Maomé, mediadas pelo arcanjo Gabriel. A palavra vem do árabe qur'ãn (leitura), e todo mulçumano deve conhecê-lo profundamente.
O Dhammapada:
Vários livros são essenciais para a religião budista, mas o Dhammapada (caminha da virtude) pode ser considerado o conjunto de ensinamentos básicos do Budismo. Isso se deve ao fato de ser a coletânea de provérbios que o próprio Buda teria proferido durante 45 anos de pregação espiritual.
O Bhagavad Gita:
É o livro mais influente da religião hindu. O título significa "canção do Senhor", e a obra faz parte do monumental Mahabhárata, o maior épico já escrito, com 100.000 estrofes. O Bhagavad Gita teria aparecido pela primeira vez no século III a.C. E é tão importante para os seguidores da religião hindu que se acredita que a leitura dos versos é capaz de aniquilar todos os pecados.
Veja no vídeo entrevista com o teólogo Erni Seibert que fala sobre um dos livros mais vendidos no mundo: a Bíblia, no programa OLGA BONGIOVANNI da REDE APARECIDA.
TEXTOS ORAIS E ESCRITOS – SAGRADOS
“A regra de ouro consiste em sermos amigos
do mundo e em considerarmos toda família humana
como uma só família. Quem faz distinção
entre os fiéis da própria religião e os de outra,
deseduca os membros da sua religião e abre caminho
para o abandono, a irreligião”.
Mahatma Gandhi
Os textos sagrados são uma forma de
expressar e disseminar os ensinamentos
das diversas tradições/manifestações
religiosas. Ao articular os textos sagrados,
por exemplo, aos ritos, às festas
religiosas e às situações de nascimento
e morte, as diferentes tradições/manifestações
religiosas visam criar mecanismos
de unidade e de identidade do seu grupo
de seguidores, de modo a assegurar
que os ensinamentos sejam consolidados
e transmitidos às novas gerações e aos
novos adeptos. Podem ser retomados em
momentos coletivos e individuais para
responder às problemáticas do cotidiano, bem como para orientar
a conduta de seus seguidores. Diversificadamente, todas as pessoas,
particularmente ou em sociedade, procuram, dentro de suas
possibilidades e contingências, caminhos para bem conduzir a vida.
Por isso é que se deve ter em mente a necessidade de se respeitar
os rumos encontrados por cada um.
Entendendo esta perspectiva, os textos sagrados registram os
fatos relevantes da tradição/manifestação religiosa: as orações, os
sermões, a doutrina, a história, etc. Constituindo-se, desta feita, o
fundamento no substrato social, tanto no cotidiano coletivo como
na orientação das práticas religiosas, da crença de seus seguidores.
Assim, o que caracteriza um texto como sagrado é o reconhecimento,
pelo grupo que o acolhe, de que transmite uma mensagem ou,
ainda, de que favorece uma aproximação, uma religação, entre os
adeptos e o sagrado.
A compreensão, a interpretação e a significação do texto podem
ser modificadas, conforme a passagem do tempo para corresponder
às demandas do tempo presente, contextualizando-se a cada momento.
Pode, também, sofrer alterações de juízo, de conceitualização, causadas pelas diversas interpretações secundárias, diferentes
das intenções do texto original.
O sagrado expresso e comunicável está presente nas mais diferentes
tradições religiosas, apresentado sob muitas formas. Culturas
ágrafas, por exemplo, possuem o texto oral, que, pela chegada
da escrita, foi ou não registrado.
Os textos sagrados nascem do mito, pois, nesta forma simbólica
de expressão, as pessoas buscam encontrar explicações para a sua
realidade, orientações para a vida e para o pós-morte.
Entre as funções dos textos sagrados, está também a tentativa
de se manter os sonhos e utopias das pessoas. Os textos sagrados
fazem com que elas mantenham vivas suas esperanças, seus ideais,
acreditando ser possível realizar suas expectativas de construção
de uma existência o melhor possível, enfim, de um mundo melhor.
A palavra escrita, ao ser interpretada, pode trazer um único sentido
ou múltiplos sentidos, podendo ou não estar disponível a possibilidade
de interpretação por parte dos fiéis ou seguidores. Para
aquelas que argumentam que o texto não pode ser interpretado pelos
fiéis, a revelação do divino é tida como única e inquestionável.
O hinduísmo ou bramanismo é a antiga tradição religiosa da Índia, que existe a mais de 3.500 anos. Há várias tradições dentro do hinduísmo e cada uma acentua um ou outro aspecto, mas todas reverenciam Brhama como deus supremo.
Os brâmanes crêem que o deus Brhama criou o céu, a terra e a humanidade. Ele é pai e senhor de todos os seres.
Após tê-los acabado de criar, Brhama amou tanto os seres humanos que resolveu entregar a eles o cuidado de tudo o que existe. Para orientar o trabalho, ele sugeriu que as pessoas tivessem algumas atitudes importantes que as ajudassem a tornar o mundo bom para todos:
·Distância dos vícios.
·Desapego das coisas materiais desnecessárias.
·Não-violência e respeito profundo para com todos os seres vivos.
Depois de entregar a criação para a humanidade, Brhama adormeceu e confiou completamente no bom senso dos seres humanos.
O bramanismo ensina que a história é o tempo em que o deus Brhama está adormecido e as pessoas estão cuidando da Terra. Um dia ele irá acordar para recriar tudo. Então será o fim deste mundo de sofrimento e tristeza e o começo de um mundo mais feliz, onde todos possam viver com alegria e paz.
(Fonte: Expressões do Sagrado na humanidade – Maria Inês Carniato)
Namaste, saudação hindu, que quer dizer "o deus que vive em mim saúda o deus que vive em você".
Depois da leitura do texto acima faça uma pesquisa sobre a vida e a mesnagem do líder indiano Mahatma Gandhi. Não se esqueça de pesquisar também no Google outros textos.